sábado, 14 de junho de 2014

Dissonância Cognitiva

Olá pessoal, como vocês estão nessa Copa do Mundo? Eu estou ótima, curtindo os jogos e etc. Mas, como todos sabem, a UnB NUNCA LARGA o aluno, então ainda estou em aula. Que saco, né? Mas é isso né, fazer o quê? Continuar estudando.
Eu vim aqui hoje falar de um assunto para vocês muito complicado (muito mesmo porque eu to confusa até agora), então vamos tentar descobrir isso juntos, ta? É a tal da Dissonância Cognitiva. Dissonância, pelo que sei, é quanto uma ideia não bate com outras, ou seja, estão dissonantes umas com as outras. E cognitivo normalmente tem a ver com o entendimento da pessoa, a capacidade de absorção de ideias, de digestão das informações novas. E nisso, traduzindo, percebi que dissonância cognitiva pode ter a ver com o fato de que as novas informações recebidas por uma pessoa pode ser dissonante com as crenças que a pessoa já possui nela.
Lendo o texto, eu percebi que é mais ou menos isso. Sim, essa informação que eu dei está certa, porém incompleta. O que o texto traz é que a dúvida que as pessoas sentem ao receber informações que discordam com o que pensam, é normal. Porém, algumas pessoas têm muita dificuldade em lidar com isso e acabam desenvolvendo problemas para aceitar novas informações e isso se transforma em culpa, medo e daí uma bola de neve.
Definindo situações de dissonância, acho que podemos ilustrar com um exemplo dado pelo texto:
A dissonância pode decorrer de uma inconsistência lógica. Se uma pessoa acredita que o homem alcançará a Lua em um futuro próximo e também acredita que o homem não pode construir um engenho capaz de ultrapassar a atmosfera terrestre, essas duas cognições são dissonantes entre si. O inverso de uma decorrer da outra, em bases lógicas, nos processos intelectivos próprios da pessoa.
Ou seja, pessoal, se você acredita, por exemplo, que Jesus vai voltar a terra, você não pode duvidar que ele tenha vindo em primeiro lugar.  Acho que é mais ou menos isso. E se no fundinho lá da sua consciência você duvida mesmo num ser superior porque você nunca viu, mas continua firme e forte com a fé de que realmente exista, pois é isso que a sociedade definiu como “verdade”, então você está sendo dissonante também. Segundo o texto, normalmente a nossa dissonância cognitiva é fruto do que a sociedade decidiu versus alguma informação que vá contra esta decisão.
Aí agora você deve está me perguntando: “Tá, realmente eu posso receber uma informação e ela ser dissonante com o que eu penso, mas beleza, eu não posso simplesmente mudar de crença e começar a ser consonante com as novas informações?”. A-há, sim você pode! O autor do texto diz que essa mudança de sentimentos e comportamentos para adequação consonante é chamado de “mudança de um elemento cognitivo comportamental, ambiental” e “Adição de novos elementos cognitivos”. Nós somos seres humanos, estamos em constante mudança (Graças a Deus!). Você sempre pode mudar algo no seu comportamento, personalidade, no meio em que você vive... Mas também você pode simplesmente adicionar elementos para que se faça sentido. Ao detectar que de fato alguma coisa dissonante exista, mas que eventualmente ela se tornará consonante, você pode apenas adicionar e aceitar que existem “períodos” dissonantes. Get it?
O problema são as pessoas que acabam por não aceitar que as coisas mudem e isso pode machucar demais o superego da pessoa, a qual ela vai passar por negação, dor, frustração e até desistência. E mesmo que a pessoa queira mudar alguma coisa na sociedade, também poderá passar pela frustração horrível de se sentir excluída e sem apoio. Aliás, vemos isso todos os dias, quando várias pessoas vão a manifestações tentar mudar o país, e muitos não apóiam e criticam suas atitudes. O que estas pessoas querem está dissonante do que a sociedade definiu, ou melhor, o governo decidiu como certo para a sociedade. Apenas aceitar, sempre! Discordar, nunca!
Bom pessoal, como eu sempre deixo aquele vídeozinho maroto para me ajudar de maneira mais divertida a explicar as coisas, não seria diferente hoje!
Assisti vááários vídeos sobre dissonância cognitiva (sério, tem muitos pessoas, podem procurar), o que achei mais simples e exemplificativo, foi esse:

https://www.youtube.com/watch?v=7OIQTYQr7pA (a página não encontra)

Que rebate esse (a título de informação): 






É isso galera, espero que tenha conseguido me explicar direitinho sobre o assunto, porque eu mesma ainda fiquei meio confusa (acho que o conceito de dissonância vai contra a minha crença sobre o ser humano e eu esteja em negação, talvez?). Vou deixar o link do texto para vocês aqui.
E sério, me digam o que vocês acham, a opinião de vocês é sempre muito importante e eu quero saber se vocês já tiveram experiências dissonantes e como trataram dela... Ok?

Beijos no coração e VAAAAAAAAAAAAI BRASIL! 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Milgram e a Obediência

Olá pessoal, como estamos? Eu estou com a semana mais louca da minha vida, tamanho a quantidade de trabalhos que tenho que fazer em um final de semana! Socorro! Hehe
Bom, e é por isso que venho em plena sexta-feira trazer um assunto muuuuito legal para vocês... Tcham, tcham... OBEDIÊNCIA. Sim!! Você se considera obediente? Obediente com os pais, com os professores, com as ordens médicas, com as regras sociais? Bom, eu me considero bem obediente. Não obedeço a tuuudo, claro. Mas obedece a figuras de autoridade, sempre obedeci, fui ensinada assim. “Não quebre regras! Não cometa crimes! Não desrespeite sua mãe! Obedeça o professor! Não fuja a moral!”, pois é, assim foi a minha educação, assim foi a da minha mãe, e assim a da minha avó. Obediência é tradição, mantém a ordem. E é nesse ponto que o texto vem tocar, na parte sensível da nossa obediência.
Milgram, um cientista social corajoso, nos anos 1960, pôs à prova a obediência extrema das pessoas. Stanley Milgram, este cientista irreverente, realizou um experimento que consistia na obediência das pessoas às ordens dadas por um pesquisador em um jaleco branco. O experimento seria pago na quantia de 4 dólares (soma grande na época), e não foi avisado nos anúncios que tipo de experimento seria este. Chegando lá, o voluntário se encontraria com outro e haveria um sorteio para definir os papeis na tarefa.
O experimento consistia em ter um dos voluntários que tirasse o papel de aluno no sorteio, sentado à uma cadeira elétrica e receberia choques de diversas voltagens (até o extremo fatal) a cada vez que errasse uma sequência de palavras que seria dada pelo voluntário que tirasse o papel de professor no mesmo sorteio. Este mesmo voluntário-professor aplicaria os choques no colega de experimento. Sinistro, né? Sim, 65% dos voluntários mataram o outro que estava acorrentado à cadeira.
Chocado? Calma, eu vou explicar. Ninguém matou ninguém, era uma encenação. Sim, parte de um experimento macabro que testaria as pessoas para ver até onde elas iriam tendo que obedecer a um homem de jaleco branco que dava ordens para continuar aplicando os choques mesmo quando a pessoa queria parar, afirmando que não haveria danos monstruosos.  Os choques eram de voltagens medidas para ratos, não afligindo realmente um ser humano. Mas tudo era extremamente real, já que o voluntário que tirava o papel de aluno em um sorteio “viciado” era um ator que gritava, se debatia, sofria, chorava, e pedia para parar. Bem “obscuro”, como a autora chama no texto. E mesmo assim, as pessoas foram tão cegas às ordens que mais da metade dos voluntários foram até o fim mesmo sabendo que a pessoa ali poderia morrer. Relaxem, 35% não foram. Ok, muito pouco, eu sei.
Agora, eu tenho certeza que você está pensando: EU NÃO IRIA! Sim, você iria.
“Mesmo hoje, quarenta anos depois que a lição de Milgram foi supostamente apreendida, as pessoas ainda dizem: ‘Não eu!’. Sim, você. O poder dos experimentos de Milgram, está, talvez, bem aqui na grande lacuna entre o que pensamos de nós mesmo e  quem realmente somos.”
É gente, o experimento mostrou. Não há dúvidas que há um distanciamento entre o que pensamos de nós mesmos e o que realmente somos e como lidamos com as situações mais inusitadas. E isso é realmente mostrado no texto quando a autora encontra dois dos voluntários ainda vivos e os questiona sobre suas personalidades e seus comportamentos no experimento. Joshua, ex-executivo e ex-militar, que já tinha atirado em pessoas e tinha discursos como “traficamos alguns japas” e etc, este foi um desafiador e PAROU em 150v. Sim, ele não obedeceu. Mas e essa personalidade meio “má”? Agora veremos o outro lado da moeda. Josh, era voluntário em cuidar de crianças, vivia uma vida simples, era uma boa pessoa, um bom vizinho, um bom amigo e homossexual não assumido... Pois Josh não parou, Josh foi até o fim. E não me venham com os seus discursos preconceituosos, no texto fica comprovado que não existe linha de comportamento que define quem para e quem continua. Josh, inclusive, mudou a sua vida e sua visão sobre a obediência após o teste, inclusive assumiu a sua homossexualidade. Orientação sexual inclusive é questão de obediência a sociedade, se a comunidade não aceita, a pessoa se esconde e continua vivendo uma vida de mentiras. Ser menos obediente é também assumir as suas verdadeiras essências.
Essa pesquisa de Milgram foi desenvolvida após o questionamento sobre porque os soldados nazistas matavam tanto no holocausto, por questão de obediência? Portanto, deixo aqui um filme maravilhoso, que foi levantado por MIM em sala de aula (se verem outro post falando sobre esse filme, a perspicácia foi minha, hunft) que trata exatamente da questão da obediência e como é fácil instaurar novamente o regime do fascismo através da autoridade. Extremamente interessante, emotivo e te deixa pensando sobre como nós somos, o que somos...


No texto também é colocado que Milgram foi crucificado por Bettelheim, um psicólogo austríaco famoso. Trago este ponto interessante, porque é exatamente este psicólogo que defende os contos de fadas reais e não o romantizado da Disney. Ele alega que nossas crianças precisam ter acesso aos contos de fadas horrorosos e macabros que eram. Esta mesma pessoa sádica crucifica um experimento também sádico? Vejam como não conhecemos a nós mesmo e custamos a nos descobrir...
Neste mesmo texto a autora fala que um compositor estava compondo uma música a respeito da obediência por conta do experimento de Milgram. E após fuçar esta linda ferramenta chamada internet, aqui está:


E agora eu acho que te deixei com alguma coisa para pensar. Eu sei que eu não sei realmente se eu iria até o final ou não, mas gostaria de descobrir. E você, acha que iria? É obediente até este ponto? E sobre a sua personalidade, você a conhece bem? Diz aí pra mim nos comentários e claro, leia o texto para fazer suas próprias impressões!

“Estou certo de que existe uma complexa base de personalidade na obediência e na desobediência. Mas sei que não a encontramos.”

terça-feira, 20 de maio de 2014

Droga e Tolerância.

Olá pessoal, tudo bem? Pois é, é um fato inédito eu postar um texto no meio da semana, mas o que aconteceu é que a interlocutora que vos fala, fica meio tapada no meio do semestre e pulou um dos textos que eu deveria apresentar a vocês. (DUR!)
Como medida para reparar meu erro, e com muita compreensão das vozes superiores, venho apresentar um texto interessantíssimo sobre drogas e abstinência. Você aí que ta pensando que não vai ser interessante ler meu post, saiba que eu não vou falar somente sobre vício, então se você é universitário da cachaça e curte umas festinhas dos cursos, fica de olho porque pode ser interessante para evitar a vergonha no próximo happy hour.
Bom, primeiro fato muito interessante do texto: a questão da tolerância. Todos nós achamos que nossa tolerância vem simplesmente do fato do uso contínuo, por exemplo: “eu bebo um engradado de cerveja todo final de semana com os meus amigos e fico de boa”. Sim, de fato você fica. Agora pega aquela quantidade de cerveja que você bebe no bar com os seus amigos, dividi certinho quantos litros você bebe e vai lá entornar sozinho em casa vendo TV. O que aconteceu? Você ficou bêbado muito mais rápido, bebeu menos e vomitou mais. Sabe o porquê disso? A tolerância não acontece só porque o teu corpo é capaz de ingerir mais bebida alcoólica, acontece também por efeitos exteriores. “Especificidade da situação de tolerância” é um nome muito grande para descrever que seu psicológico manda informações diferentes diante da situação em que ele se encontra quando você bebe. Você bebe com teus amigos, ok, você está condicionado para aquela situação, você bebe sozinho, teu organismo estranha e bye bye tolerância. Get it? Achei ótimo saber disso, agora eu entendo porque a mesma bebida tem diferentes efeitos em mim.
Também vamos nos deparar com a situação do costume de tal bebida: você que toma café todo dia, já nem fica mais sem dormir, na maioria das vezes. E quem nunca? Parece que viu pássaro verde de tão elétrico que fica. É ou não é? E aquele que toma só cervejinha quando se mete com um whisky 25.000 anos? (leve exagero, não sei os anos em que os whiskys se distribuem.)
“Especificidade da situação da tolerância tem sido demonstrada em estudos que envolvem o pareamento explícito de uma pista com um efeito da droga, bem como estudos utilizando modelos que dependem da história de condicionamento extra-experimental dos participantes das pesquisas. Estudantes universitários exibem maior tolerância aos efeitos tóxicos do álcool quando o álcool é consumido na presença das pistas habituais de consumo de álcool, uma bebida com sabor de cerveja do que se a mesma quantidade de álcool consumido em uma bebida com sabor de hortelã.”
Entenderam bem a questão das pistas habituais x tolerância? Tão sabendo legal como se controlar no próximo “esquente”?
Nessa questão da tolerância, também tem um fator curioso: quando você administra a sua própria droga, nas doses que você está acostumado, obviamente você se controla melhor. Mas e quando a dose já é pré-determinada por outra pessoa? Olá open bar. Ninguém “sobrevive”.
Então, vamos ficar ligadinho nessa questão de bebida, porque eu, particularmente, acho que não tem nada pior que uma linda ressaca moral no dia seguinte daquela festa. E com experiências, os cientistas nos mostraram que é possível controlar nossos efeitos e também através de saber como a droga funciona, como evitá-la. Para os viciados de plantão, ajuda é o melhor remédio e manter-se longe das pistas habituais também. Quando você for forte o bastante para encarar as situações que normalmente te levariam ao buraco, aí você pode viver confortável nesses ambientes de novo.
Desculpem galera, mas hoje eu realmente não consegui pensar em nenhum vídeo para ilustrar esse assunto da forma como deveria, o máximo que eu poderia achar são umas overdoses na TV, mas não é o mesmo, né? Acho que quem bebe, conseguiu entender este post direitinho, pois COM CERTEZA se relacionou com alguma situação de cachaçada.
Então gente, é isso!  Beijo, beijo e até semana que vem que agora eu preciso correr pra outra aula! Oh Céus. Fui!

O texto você encontra aqui

sábado, 17 de maio de 2014

Método de Instrução Personalizada (UnB, Summerhill e Escola da Ponte) - Parte 2

Voltei gente, falei que não demorava? Hehehe E agora eu vou falar das escolas maravilhosas que existem pelo mundo que implantaram métodos muiiiito não tradicionais de ensino. Summerhill e Escola da Ponte. Lindas escolas que prezam pela liberdade de escolha dos seres humanos com aulas que não são obrigatórias as presenças. Individualizando e fazendo o ser humano buscar através do instinto o que precisa e desenvolvendo-se no seu ritmo, mas em nenhum momento pecando pela disponibilidade do ensino. Parece um pouco com o que a UnB implantou, né?
Se você estiver com tempo livre, vou deixar aqui um filme sobre Summerhill, que eu AMO DE PAIXÃO. Infelizmente não tem legenda e inglês britânico é difícil, mas se você ta disposto a entender e deixar de entender muitas coisas, só pela experiência. Vem assistir!

https://www.youtube.com/watch?v=TxngqMavda0 (coloquei o link porque o meu querido blog não aceitou um vídeo tão longo :( )

E se você não quiser ver o filme, tem um resuminho maroto da Wikipedia aqui:           http://pt.wikipedia.org/wiki/Summerhill_School

E temos também a Escola da Ponte, não é tão igual, mas também prioriza a liberdade de escolha das crianças.



Ambas as escolas apresentadas são tidas como revolucionárias e ameaças para as escolas tradicionais, pois pregam um pensamento muito libertário para sociedades extremamente fechadas. E adivinhem qual teoria estaria centrada na pessoa e no que ela quer e não definindo arbitrariamente o que ela precisa? Sim, estamos de volta a Rogers (porque quase tudo que é bom e novo, gira em torno dele). A Teoria Humanista é que rege o Método de Instrução Personalizado.  (Conheça mais aqui)
Já a teoria do reforço é de Skinner (nunca falamos sobre ele, mas ele é famoso na Psicologia Escolar: http://www.psicoloucos.com/Skinner/teoria-do-reforco.html).
Nesse vídeo do meu amado Sheldon Cooper, ele usa o reforço como forma de treinar a namorada de seu amigo a repetir comportamentos que ele acha correto:



Para falar a verdade, eu considero isso como recompensa, mas há quem defenda que isso é reforço.
E em Summerhill e Escola da Ponte, o único reforço que os alunos recebem é a satisfação pessoal de aprender algo que julgavam necessário para si mesmo, o que pode também se relacionar a satisfação do meu namorado (lembra?) ao saber que tinha avançado na matéria quando obtinha sucesso. Então para simplificar de vez o método e a teoria do reforço, vamos lá:
O aluno vai aprender através do seu ritmo, sem ser forçado pelo professor a ter certos comportamentos, terá ajuda dos monitores e instrutores, pensando sempre no individual do aluno, mais que no coletivo dos resultados da turma. Quando reforçado através do êxito, será levado a continuar tendo sucesso e consequentemente aprendendo, e não decorando, pois não há tempo definido, o tempo de aprendizagem realmente existe. E desta forma, as teorias de Rogers e Skinner se encontram, formando um método de ensino mais humanizado e que preza pelos instintos naturais do ser humano, que são de sempre se superar, ser sua melhor versão. Os métodos de ensino tradicionais podem matar este instinto de superação, transformar tudo em uma competição, e atrasar ou apagar esta tendência natural do ser humano, transformando-o em apenas um produto do sistema e desligando suas vontades e necessidades pessoais. Porém, PODEM é a palavra chave. Tanto a teoria humanista e de reforço, quanto a tradicional, PODEM mudar as coisas.
Bom, e é isso pessoal. Tudo que eu tenho a falar sobre ensino revolucionário, no momento é isso. Hehehe sempre estou aprendendo mais! Quem sabe não volto aqui com alguma atualização do mundo escolar?

Então é isso pessoal, bom final de semana. Divirtam-se!

Beijos e até semana que vem! 

E o texto que eu li você encontra aqui.

Método de Instrução Personalizada - Parte 1

Olá pessoal!  Quanto tempo! É, semana passada eu estive atarefada até o pescoço porque se formar não ta fácil pra ninguém, né? E por causa disso eu preciso pegar trocentas matérias que escolhem dar prova todas no mesmo dia, inclusive perdi meu aniversário por conta de duas provas, uma no horário da manhã e outra no último horário da noite, tá complicado! Hehehe
Bom, mas estamos de volta a programação normal (na medida do possível das 24 horas de um dia) e eu venho atualizar vocês com os meus novos conhecimentos em Psicologia! Fazendo um comentário que não tem muito a ver com o que eu vou falar hoje, só a título de curiosidade. Vocês lembram da Teoria Humanista de Carl Rogers que eu falei sobre com vocês (se não, clique aqui), então, eu fui a uma psicóloga nova essa semana e me peguei analisando ela, acreditam? Cada coisa que eu falava com ela e ela me respondia com “e o que você pensou em fazer?” e “como você se sente quanto a isso?”, eu rapidamente entendi que ela seguia a linha Humanista. Ou seja, eu já sei como serei analisada durante o meu tratamento. Realmente pessoal, não sei se isso é bom ou ruim...
Enfim, vamos ao que interessa: quem não está cansado do mesmo método de ensino pré-histórico que recebemos desde a época de nossos pais ou avós? Acho que esse assunto é discutido em larga escala através do mundo. Mas então, que solução teríamos? Como fazer diferente? E é exatamente essas respostas que são respondidas no texto dessa semana: Método de Instrução Personalizada. Hãn? O que é isso? Da onde vem? Você não precisa esperar o Globo Repórter para te responder, porque vocês têm a MIM! HÁ. Hehehe
O Método de Instrução Personalizada consiste em entender que o aluno é um ser individual e que deve ser tratado como tal. E para que isso aconteça, devemos mudar nosso modelo de ensino. Quem nunca se sentiu mal por pensar que está atrás de todo mundo em uma matéria? Só sei que eu já, várias vezes. Considerando esse sentimento, este método concentra em avaliar cada aluno conforme ele consegue avançar, em seu tempo. No texto, diz que este método foi introduzido na UnB desde 1964, ou perto disso, e obteve êxito, primeiro em Psicologia e depois nos Departamentos de Exatas.
O ideal desde método é tentar nivelar a quantidade de Educadores com a quantidade de Alunos, o que seria inviável por termos econômicos, já que sabemos que no Brasil é necessário economizar na educação para poder gastar com político corrupto (Vish, polêmico). Então, como solução, Monitores e Mestrandos! Porque não? É mais barato e funciona! Estes monitores serão quem corrigirão seus testes (feitos quando você achar que está pronto. Bem melhor, né?), os Mestrandos ou Doutorandos serão seus Instrutores e o Professor ficará como instância mais alta para consulta e também organização da matéria. No meu entendimento, este método é mais acessível, pois você terá sempre alguém para consultar, sendo que só o professor para um número enorme de alunos, pode não ter tempo hábil para atender todos.
No meu curso, Letras, não tem muito disso não (acho que Letras é tão irracionalmente tradicional que não pensam em como se melhorar)... Claro, temos monitores e mestrandos nos acompanhando nas matérias. Mas aí é que eu vejo furos, furos grandes que esta Teoria deixou.
Primeiro deles: professor que deixa as coisas para os mestrandos e monitores será, com certeza, chamado “carinhosamente” de Picareta nas avaliações.
Segundo: mestrandos e seus egos. Sim, no meu curso, cada vez que um mestrando entra na sala, o seu ego chega entala na porta, e todos ficam sufocados. Ele logo assume que é muito mais inteligente que nós, meros mortais, e que devemos honrá-lo com “HEIL MESTRANDO”. Sei que parece exagero, mas acredite, não é. Cada vez que eles abrem a boca é de alguma forma para humilhar os graduandos burrões. E ninguém, ninguém mesmo, vai atrás deles para consulta. E se você sabe que um professor picareta usa mestrando nas aulas, você já logo foge da matéria e procura outro professor melhor avaliado.
E por último: os monitores de Letras, os impossíveis monitores de Letras. Nunca aparecem, contato impossível, sempre muito atarefados e inacessíveis até não poder mais. São intangíveis em todas as esferas.  
No meu curso, o método personalizado não funciona. O que funciona mesmo é o professor sentar na cadeira durante 1h50 minutos e analisar o texto que foi mandado ler. Aí sim nós aprendemos, apesar de ser muito chato. Mas fazer o que? Os professores não souberam “treinar” seus ajudantes para que fosse realmente compensador tê-los. Pelo que li no texto dessa semana, o mesmo não aconteceu nas matérias que foram introduzidos este método personalizado, obteve-se êxito em quase todos os semestres e melhorias na educação.
Meu exemplo mais claro de que este método pode funcionar, é pelo meu namorado. Ele é formado em Engenharia de Redes e durante sua graduação ele pôde usufruir, em muitas matérias, deste método. Presença não era obrigatória, testes podiam ser refeitos quando ele precisasse, seus monitores e mestrandos sempre eram de fácil acesso, e o ajudavam muito. Além disso, a cada teste que ele realizava com sucesso, eu conseguia ver nele a sua satisfação, e caso falhasse, se esforçava novamente. Sempre reforçado a continuar e obtendo êxito nas conquistas. Não é a toa que hoje é um dos melhores profissionais da área dele e não, não estou puxando saco, ele ouviu isso de muitos EMPREGADORES. (Mas sim, morro de orgulho ^^)
Minha restrição quanto ao texto fica exatamente quanto a minha experiência pessoal e aos furos que podem gerar se o Método for introduzido de maneira defasada, deixando margem para muitos “e se”.  E você, estuda em uma Universidade ou Escola que tem este método como modelo? Me conta a sua experiência! Tenho duas imagens completamente diferentes e queria saber o que predomina! Hehehehe
Por esse post é só, pessoal. Ainda hoje volto com a segunda parte deste texto que vai tratar sobre a Teoria do Reforço e as conclusões do pesquisador. Porém, vou dar mais atenção aos métodos de ensino aplicados pelo mundo afora e que deram certo, como a Escola da Ponte, em Portugal e Summerhill, na Inglaterra. Vocês vão se surpreender com o que essas escolas implantaram!

Vou deixar vocês com um resuminho da Wikipedia sobre Aprendizagem Personalizada: http://pt.wikipedia.org/wiki/Aprendizagem_personalizada e óbvio, um gostinho de como será conhecer Summerhill (como aluna de licenciatura, essa escola enche meus olhos): 

Beijos e até já já. 

domingo, 27 de abril de 2014

Transtorno Bipolar.

Olá pessoal, como estão nesse final de domingo? Essa semana foi menor, acho que estamos mais felizes, né? Hahaha.
Bom gente, o texto escolhido pelo meu professor para ser trabalhado essa semana é sobre Transtorno Bipolar. Você já conheceu pessoas que tem picos de alegria exagerada e depressão profunda logo após, sem qualquer motivo aparente para ambos? Pois se você se identificou ou identificou alguém, é bom ficar de olho nessa postagem.
O texto é realmente bem explicativo e fácil (amém), além de curto (amém ao quadrado). Hahaha, com tanta coisa na faculdade ao mesmo tempo, eu fico muito feliz quando acho algum texto simples e pequeno! Então vale a pena dar uma lidinha nele, mesmo que você esteja acompanhando o que eu estou dizendo aqui neste humilde blog. O texto é escrito como um estudo de caso de uma enfermeira que acompanhou uma senhora de 61 anos, bipolar diagnosticada, em seu estágio. Trata das situações que passou com a paciente. Mas, primeira de tudo, vamos explicar aqui o que é o Transtorno Bipolar.
Transtorno Bipolar, antigamente chamado de Psicose Maníaco-Depressivo, é um transtorno mental que altera o humor, com várias apresentações de picos e mudanças, sendo elas: depressiva, euforia ou misto. A fase depressiva é caracterizada por melancolia, dificuldade de concentração, baixa auto-estima, pensamentos pessimistas, pensa em suicídio, perda de apetite, emagrecimento e diminuição da libido (que seria basicamente o que impulsiona a nossa vontade de viver e até refere-se ao sentimento sexual, quanto maior a libido, maior apetite sexual). Já a fase de euforia é apresentada como euforia extrema, planos grandiosos (a pessoa se sente como um super herói), tem vontade de fuga, gastança, vontade de fazer coisas inadequadas para as situações e pode recorrer a violência para com aqueles que o tenta parar. A fase mista envolve os dois, porém aparenta uma ‘normalidade’.
A pessoa bipolar tem muita dificuldade de aceitação na sociedade, sendo chamada de ‘louca’ em diversas situações por pessoas que ela se importa muito. É importante que nós demonstremos apoio e aceitação para a pessoa com tal distúrbio. Imagina você passar por situações como essa, porém LÚCIDO, e ouvir esse tipo de coisa sem que você possa evitar e se controlar? É meus caros, transtornos são difíceis de lidar, muitas vezes falta paciência, mas lembre-se que você que está em volta não é quem mais está sofrendo.
Bom, a enfermeira do estudo nos mostra como ela lidou com a senhora que estava cuidando e com o sucesso ou falha que teve, quem sabe não podemos nos espelhar nela para cuidar de alguém bipolar? Em primeiro lugar, ela teve de lidar com a fase depressiva da paciente. Nesse pico, ela nos mostra como teve que forçar atitudes em algumas situações.
“As medidas terapêuticas que utilizei neste período foram principalmente, silêncio terapêutico, apoio, verbalização de interesse e aceitação, clarificação, repetição das últimas palavras ditas pela paciente.”
                Silêncio terapêutico era aceitar quando a paciente realmente não queria falar; apoiava a paciente quando se sentia rejeitada ou com baixa auto-estima; verbalizava seu interesse na paciente, que realmente se importava com ela; demonstrava aceitar a paciente com seu transtorno, respeitava as vontades da paciente; clarificação seria o tempo para quando a enfermeira precisava de que fosse explicado melhor a situação da senhora, quando não entendia direito o que estava sendo passado; e repetia as ultimas palavras da paciente para que ela não se perdesse e nem tentasse mudar de assunto ou calar-se. Com essas medidas, a enfermeira conseguiu estabelecer uma relação afetiva com a paciente, passar confiança à ela.
                Já na fase maníaca, ou de euforia, a enfermeira precisa adotar novas táticas:
“Nesta fase utilizei técnicas de imposição de limites, clarificação, ouvir reflexivamente, dizer "não", durante minha interação com a paciente, direcionando a conversa e tornando o discurso coerente.”
                Bom, já é bem auto-explicativa essas medidas da enfermeira, ela precisa impor limites para as ideias de fuga da paciente, quando achava que tinha super poderes, precisava interromper a senhora para entender o que ela dizia, pois o discurso era confuso, fica misturando assuntos, e ouvia sempre a paciente, dava atenção, se importava.
                E foi assim que ela acompanhou a paciente durante seu tempo juntas. O tratamento era por medicamentos fortíssimos e procedimentos próprios para a situação. Mas esse é só um exemplo de uma estudante de enfermagem que está sendo formada para tratar deste tipo de situação. Entretanto, nós, leigos, faríamos o que? Se a própria enfermeira narra falta de paciência e desespero em algumas situações, como nós, não sentiríamos? Acho que são sentimentos normais, porém que devem ser domados quando precisamos enfrentar um caso destes.
                Meu conselho aqui nessa postagem é que se você conhece uma pessoa que apresente estas características, o que de melhor você pode fazer por ela é ajudar a encontrar apoio profissional e prover um tratamento para ela. Pessoas com o Transtorno Bipolar precisam ser tratadas, não é uma coisa que a pessoa levanta e segue a vida, NÃO É. Acho importante as pessoas começarem a olhar a sua volta e prestar atenção no próximo, quem sabe neste momento altruísta você não pode acabar salvando alguém de uma vida complicada? Eu sei que eu tentaria  ajudar com apoio profissional e além disso, quando precisasse, aplicaria as técnicas que foram usadas pela enfermeira.
                Além de tudo isso pessoal, não é nada legal jogar uma pessoa em um hospital psiquiátrico e pensar que agora o problema está resolvido. NÃO. Você precisa demonstrar apoio, dar segurança para que a pessoa tenha mais chances de viver uma vida normal. Tenha consciência que o ser humano não é uma bolha, vivemos em sociedade e precisamos cuidar um dos outros. O mundo tá feio e cabe a cada um cuidar do outro para que possamos estabelecer uma sociedade fraterna e harmoniosa. Portanto, menos preconceito, menos ‘nojo’, menos umbigo e vamos viver uma vida sadia e fraterna, ok?
                Bom, esse é meu post e minha opinião. Espero que vocês gostem. E como sempre, vou deixar dois vídeos para exemplificar esta postagem. Aproveitem! J

VÍDEO 1 – Uma música da Katy Perry, chamada Hot N’ Cold. Ela faz uma brincadeira na música, mas acho que ela não percebe que na verdade o namorado dela pode ser mesmo bipolar. Brincadeiras à parte, acho que o que NÃO devemos fazer ou falar com/sobre uma pessoa que apresenta este transtorno é exatamente o que ela canta na música. Não sigam seu exemplo, por favor.


 VÍDEO 2 – São cenas da Silver, em 90210, uma série, que mostra ela nos picos de euforia e depressão de seu Transtorno Bipolar, antes de ser diagnosticada. Depois ela passa a tomar as medicações e seu humor estabiliza.



O texto você encontra aqui.

Beijinhos pessoal, e até semana que vem! <3

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Prevenção de Suicídio e Abordagem de Rogers - Parte 2

Bom dia pessoal, como estão nessa segunda?? Feriadão prolongado, uma delícia! Espero que tenho curtido ou descansado muito!
Como prometido, estou voltando hoje para falar sobre o trabalho do CVV (Centro de Valorização da Vida); os valores da instituição e também sobre os voluntários. Você sabia que não precisa ser psicólogo para poder se voluntariar ao CVV?? Pois é, legal né? As pessoas serão treinadas para agir sob a filosofia que acompanha o Centro e aprenderão bastante para depois prestar esse serviço a sociedade! Realmente legal essa ideia de poder fazer mais para o outro, talvez até salvar uma vida, não é mesmo?
Então, vou explicar hoje como é o funcionamento do CVV e vai que você aí se interessa! Para começar, é preciso entender que o CVV é uma sociedade civil sem fins lucrativos, que foi considerada como utilidade pública com decreto-lei e tudo. O serviço prestado não escolhe segundo nenhum critério quem vai prestar ajuda, simplesmente ajuda toda e qualquer pessoa, 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem pausa para feriados ou finais de semana, durante todo o ano! O número brasileiro para contactar é 141 e você também pode falar por um chat na página web do Centro. Ou seja, não tem desculpa para não ligar. Eu sei que existem pessoas (eu sou uma delas) que tem muita dificuldade e vergonha em falar com pessoas que não conhece, mas sabe qual é o melhor? Você não precisa se identificar e saiba que será tudo completamente sigiloso. Tá fácil!
Um importante fato para entender o início de trabalhos como o CVV foi por conta de um triste acontecimento na Inglaterra, no qual uma menina que não tinha com quem conversar, se matou após ter a primeira menstruação, pois ela não entendia o que era aquilo e achava que estava com um DST. É até difícil de conceber que isso tenha acontecido, né? Pois é, um padre também não aceitou muito bem e fundou um trabalho parecido com o do CVV que depois viria a ser a base do Centro.
Vocês lembram da teoria de Rogers que eu coloquei aqui semana passada? Se não, cliqueaqui. É com base nessa teoria é que os voluntários serão capacitados para trabalhar no CVV. Bom, a capacitação do voluntário será dividida em dois momentos, que no texto estudado é dividido por módulos.
MÓDULO 1: serão quatro temas que vão buscar, de acordo com Rogers, a Abordagem Centrada na Pessoa. Primeiro, será sobre o conhecimento do trabalho que o CVV desempenha; Segundo, o perfil da pessoa que procura o CVV, como suas motivações, sentimentos destrutivos das pessoas que pensam em suicídio e começaram a ser introduzido a empatia nos voluntários; Terceiro, o voluntário começará a conhecer a si próprio e aprenderá a lidar com o outro, tendo sinceridade, humildade, flexibilidade, calor humano a oferecer, ser disponível e acima de tudo, saber escutar sem julgar de acordo com suas crenças; Quarto, a relação de ajuda.
"A relação de ajuda deve acontecer em um clima de acolhimento, sendo à outra pessoa é oferecida oportunidade de reflexão para que possa administrar sua vida da forma que melhor lhe convier. A pessoa é totalmente livre para interromper o contato no momento que desejar, ou mesmo tirar a própria vida sem receios de interferência indesejada."
                Isso mesmo que você leu, no quarto tema será preciso que o voluntário entenda que não cabe a ele interferir nas escolhas de quem está ligando e nem forçar a pessoa a falar caso não queira. Esse conceito é um pouco difícil de entender, porque é absurdo aceitar que você pode deixar uma pessoa se matar mesmo que você tenha a chance de aconselhar a não fazer. Mas pensem, conselho é se meter na vida do outro e mandar que ele faça como você faria e não dar a independência da pessoa de achar as respostas nela mesma, então segundo Rogers, encontrar o seu caminho é a melhor resposta para o ser humano, porque ele é perfeitamente capaz de fazê-lo, no momento em que a crise se aflora, as pessoas ficam temporariamente impedidas de enxergar essa capacidade própria e é preciso que o voluntário trabalhe com a crise da pessoa para que ela mesma encontre a sua saída. Entenderam agora? Menos pior?
                Assim, teremos o MÓDULO 2. Este será o momento da prática. No primeiro tema, chamado RolePlaying, um candidato assume o papel de uma pessoa que está ligando e todos os outros acompanham silenciosamente o relato da pessoa. Depois será proposto um diálogo afetivo sob o que foi sentido por cada um. Depois teremos o estágio 1, busca trazer os candidatos a uma preparação emocional para os atendimentos que farão e aprender que não devem misturar seus sentimentos, mesmo que sejam similares, ao dos atendidos. Naquele momento, você deve esquecer o mundo exterior e focar somente na pessoa que precisa de ajuda. No estágio 2, serão apresentados aos candidatos as ligações superficiais que não demonstram aquela carga emocional profunda, mas também é preciso que o candidato entenda que também pode ser que a pessoa esteja estudando o terreno antes de passar para os assuntos profundos. Também deve se dar atenção a ligações mudas ou silenciosas, encorajando a pessoa a procurar ajuda quando achar ser ideal e aprender a finalizar ligações sem ser rude, sugerindo a pessoa que ligue outro dia. No terceiro estágio, será ensinado ao candidato como agir no caso de a pessoa que está ligando estar sob o efeito de drogas e pedir que faça contato em outro momento, mas não demonstrar nenhum sentimento de reprovação. No quarto estágio, será direcionado as “perdas” das pessoas. Deverá ser exercitada a paciência do voluntário, pois a pessoa tende a ser repetitiva. Também nesse estágio é que será tratado a conduta do voluntário em relação a conteúdos sexuais. No último estágio, o 5, trata sobre a forma de se expressar de quem liga.
                Para finalizar, será escolhido o horário de plantão do voluntário e assinado o Termo de Trabalho Voluntário e receberá as chaves do posto. 
               
                Aqui na Ana Maria Braga, no Mais Você, temos uma matéria bem feita sobre o CVV e sua filosofia: 



                Bom pessoal, é com base nesses momentos de capacitação que irão trabalhar os voluntários. E assim trabalha o CVV. Acho que tudo se resume a aceitar, saber escutar, não julgar, entender o próximo e não confundir o problema dos outros com o seus e seus “saberes de mundo”. E você, o que acha do trabalho da CVV? Acha que conseguiria ser voluntário? Concorda ou discorda com a filosofia de não aconselhamento?

                Deixem sua opinião e até mais pessoal! Beijos!