domingo, 27 de abril de 2014

Transtorno Bipolar.

Olá pessoal, como estão nesse final de domingo? Essa semana foi menor, acho que estamos mais felizes, né? Hahaha.
Bom gente, o texto escolhido pelo meu professor para ser trabalhado essa semana é sobre Transtorno Bipolar. Você já conheceu pessoas que tem picos de alegria exagerada e depressão profunda logo após, sem qualquer motivo aparente para ambos? Pois se você se identificou ou identificou alguém, é bom ficar de olho nessa postagem.
O texto é realmente bem explicativo e fácil (amém), além de curto (amém ao quadrado). Hahaha, com tanta coisa na faculdade ao mesmo tempo, eu fico muito feliz quando acho algum texto simples e pequeno! Então vale a pena dar uma lidinha nele, mesmo que você esteja acompanhando o que eu estou dizendo aqui neste humilde blog. O texto é escrito como um estudo de caso de uma enfermeira que acompanhou uma senhora de 61 anos, bipolar diagnosticada, em seu estágio. Trata das situações que passou com a paciente. Mas, primeira de tudo, vamos explicar aqui o que é o Transtorno Bipolar.
Transtorno Bipolar, antigamente chamado de Psicose Maníaco-Depressivo, é um transtorno mental que altera o humor, com várias apresentações de picos e mudanças, sendo elas: depressiva, euforia ou misto. A fase depressiva é caracterizada por melancolia, dificuldade de concentração, baixa auto-estima, pensamentos pessimistas, pensa em suicídio, perda de apetite, emagrecimento e diminuição da libido (que seria basicamente o que impulsiona a nossa vontade de viver e até refere-se ao sentimento sexual, quanto maior a libido, maior apetite sexual). Já a fase de euforia é apresentada como euforia extrema, planos grandiosos (a pessoa se sente como um super herói), tem vontade de fuga, gastança, vontade de fazer coisas inadequadas para as situações e pode recorrer a violência para com aqueles que o tenta parar. A fase mista envolve os dois, porém aparenta uma ‘normalidade’.
A pessoa bipolar tem muita dificuldade de aceitação na sociedade, sendo chamada de ‘louca’ em diversas situações por pessoas que ela se importa muito. É importante que nós demonstremos apoio e aceitação para a pessoa com tal distúrbio. Imagina você passar por situações como essa, porém LÚCIDO, e ouvir esse tipo de coisa sem que você possa evitar e se controlar? É meus caros, transtornos são difíceis de lidar, muitas vezes falta paciência, mas lembre-se que você que está em volta não é quem mais está sofrendo.
Bom, a enfermeira do estudo nos mostra como ela lidou com a senhora que estava cuidando e com o sucesso ou falha que teve, quem sabe não podemos nos espelhar nela para cuidar de alguém bipolar? Em primeiro lugar, ela teve de lidar com a fase depressiva da paciente. Nesse pico, ela nos mostra como teve que forçar atitudes em algumas situações.
“As medidas terapêuticas que utilizei neste período foram principalmente, silêncio terapêutico, apoio, verbalização de interesse e aceitação, clarificação, repetição das últimas palavras ditas pela paciente.”
                Silêncio terapêutico era aceitar quando a paciente realmente não queria falar; apoiava a paciente quando se sentia rejeitada ou com baixa auto-estima; verbalizava seu interesse na paciente, que realmente se importava com ela; demonstrava aceitar a paciente com seu transtorno, respeitava as vontades da paciente; clarificação seria o tempo para quando a enfermeira precisava de que fosse explicado melhor a situação da senhora, quando não entendia direito o que estava sendo passado; e repetia as ultimas palavras da paciente para que ela não se perdesse e nem tentasse mudar de assunto ou calar-se. Com essas medidas, a enfermeira conseguiu estabelecer uma relação afetiva com a paciente, passar confiança à ela.
                Já na fase maníaca, ou de euforia, a enfermeira precisa adotar novas táticas:
“Nesta fase utilizei técnicas de imposição de limites, clarificação, ouvir reflexivamente, dizer "não", durante minha interação com a paciente, direcionando a conversa e tornando o discurso coerente.”
                Bom, já é bem auto-explicativa essas medidas da enfermeira, ela precisa impor limites para as ideias de fuga da paciente, quando achava que tinha super poderes, precisava interromper a senhora para entender o que ela dizia, pois o discurso era confuso, fica misturando assuntos, e ouvia sempre a paciente, dava atenção, se importava.
                E foi assim que ela acompanhou a paciente durante seu tempo juntas. O tratamento era por medicamentos fortíssimos e procedimentos próprios para a situação. Mas esse é só um exemplo de uma estudante de enfermagem que está sendo formada para tratar deste tipo de situação. Entretanto, nós, leigos, faríamos o que? Se a própria enfermeira narra falta de paciência e desespero em algumas situações, como nós, não sentiríamos? Acho que são sentimentos normais, porém que devem ser domados quando precisamos enfrentar um caso destes.
                Meu conselho aqui nessa postagem é que se você conhece uma pessoa que apresente estas características, o que de melhor você pode fazer por ela é ajudar a encontrar apoio profissional e prover um tratamento para ela. Pessoas com o Transtorno Bipolar precisam ser tratadas, não é uma coisa que a pessoa levanta e segue a vida, NÃO É. Acho importante as pessoas começarem a olhar a sua volta e prestar atenção no próximo, quem sabe neste momento altruísta você não pode acabar salvando alguém de uma vida complicada? Eu sei que eu tentaria  ajudar com apoio profissional e além disso, quando precisasse, aplicaria as técnicas que foram usadas pela enfermeira.
                Além de tudo isso pessoal, não é nada legal jogar uma pessoa em um hospital psiquiátrico e pensar que agora o problema está resolvido. NÃO. Você precisa demonstrar apoio, dar segurança para que a pessoa tenha mais chances de viver uma vida normal. Tenha consciência que o ser humano não é uma bolha, vivemos em sociedade e precisamos cuidar um dos outros. O mundo tá feio e cabe a cada um cuidar do outro para que possamos estabelecer uma sociedade fraterna e harmoniosa. Portanto, menos preconceito, menos ‘nojo’, menos umbigo e vamos viver uma vida sadia e fraterna, ok?
                Bom, esse é meu post e minha opinião. Espero que vocês gostem. E como sempre, vou deixar dois vídeos para exemplificar esta postagem. Aproveitem! J

VÍDEO 1 – Uma música da Katy Perry, chamada Hot N’ Cold. Ela faz uma brincadeira na música, mas acho que ela não percebe que na verdade o namorado dela pode ser mesmo bipolar. Brincadeiras à parte, acho que o que NÃO devemos fazer ou falar com/sobre uma pessoa que apresenta este transtorno é exatamente o que ela canta na música. Não sigam seu exemplo, por favor.


 VÍDEO 2 – São cenas da Silver, em 90210, uma série, que mostra ela nos picos de euforia e depressão de seu Transtorno Bipolar, antes de ser diagnosticada. Depois ela passa a tomar as medicações e seu humor estabiliza.



O texto você encontra aqui.

Beijinhos pessoal, e até semana que vem! <3

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Prevenção de Suicídio e Abordagem de Rogers - Parte 2

Bom dia pessoal, como estão nessa segunda?? Feriadão prolongado, uma delícia! Espero que tenho curtido ou descansado muito!
Como prometido, estou voltando hoje para falar sobre o trabalho do CVV (Centro de Valorização da Vida); os valores da instituição e também sobre os voluntários. Você sabia que não precisa ser psicólogo para poder se voluntariar ao CVV?? Pois é, legal né? As pessoas serão treinadas para agir sob a filosofia que acompanha o Centro e aprenderão bastante para depois prestar esse serviço a sociedade! Realmente legal essa ideia de poder fazer mais para o outro, talvez até salvar uma vida, não é mesmo?
Então, vou explicar hoje como é o funcionamento do CVV e vai que você aí se interessa! Para começar, é preciso entender que o CVV é uma sociedade civil sem fins lucrativos, que foi considerada como utilidade pública com decreto-lei e tudo. O serviço prestado não escolhe segundo nenhum critério quem vai prestar ajuda, simplesmente ajuda toda e qualquer pessoa, 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem pausa para feriados ou finais de semana, durante todo o ano! O número brasileiro para contactar é 141 e você também pode falar por um chat na página web do Centro. Ou seja, não tem desculpa para não ligar. Eu sei que existem pessoas (eu sou uma delas) que tem muita dificuldade e vergonha em falar com pessoas que não conhece, mas sabe qual é o melhor? Você não precisa se identificar e saiba que será tudo completamente sigiloso. Tá fácil!
Um importante fato para entender o início de trabalhos como o CVV foi por conta de um triste acontecimento na Inglaterra, no qual uma menina que não tinha com quem conversar, se matou após ter a primeira menstruação, pois ela não entendia o que era aquilo e achava que estava com um DST. É até difícil de conceber que isso tenha acontecido, né? Pois é, um padre também não aceitou muito bem e fundou um trabalho parecido com o do CVV que depois viria a ser a base do Centro.
Vocês lembram da teoria de Rogers que eu coloquei aqui semana passada? Se não, cliqueaqui. É com base nessa teoria é que os voluntários serão capacitados para trabalhar no CVV. Bom, a capacitação do voluntário será dividida em dois momentos, que no texto estudado é dividido por módulos.
MÓDULO 1: serão quatro temas que vão buscar, de acordo com Rogers, a Abordagem Centrada na Pessoa. Primeiro, será sobre o conhecimento do trabalho que o CVV desempenha; Segundo, o perfil da pessoa que procura o CVV, como suas motivações, sentimentos destrutivos das pessoas que pensam em suicídio e começaram a ser introduzido a empatia nos voluntários; Terceiro, o voluntário começará a conhecer a si próprio e aprenderá a lidar com o outro, tendo sinceridade, humildade, flexibilidade, calor humano a oferecer, ser disponível e acima de tudo, saber escutar sem julgar de acordo com suas crenças; Quarto, a relação de ajuda.
"A relação de ajuda deve acontecer em um clima de acolhimento, sendo à outra pessoa é oferecida oportunidade de reflexão para que possa administrar sua vida da forma que melhor lhe convier. A pessoa é totalmente livre para interromper o contato no momento que desejar, ou mesmo tirar a própria vida sem receios de interferência indesejada."
                Isso mesmo que você leu, no quarto tema será preciso que o voluntário entenda que não cabe a ele interferir nas escolhas de quem está ligando e nem forçar a pessoa a falar caso não queira. Esse conceito é um pouco difícil de entender, porque é absurdo aceitar que você pode deixar uma pessoa se matar mesmo que você tenha a chance de aconselhar a não fazer. Mas pensem, conselho é se meter na vida do outro e mandar que ele faça como você faria e não dar a independência da pessoa de achar as respostas nela mesma, então segundo Rogers, encontrar o seu caminho é a melhor resposta para o ser humano, porque ele é perfeitamente capaz de fazê-lo, no momento em que a crise se aflora, as pessoas ficam temporariamente impedidas de enxergar essa capacidade própria e é preciso que o voluntário trabalhe com a crise da pessoa para que ela mesma encontre a sua saída. Entenderam agora? Menos pior?
                Assim, teremos o MÓDULO 2. Este será o momento da prática. No primeiro tema, chamado RolePlaying, um candidato assume o papel de uma pessoa que está ligando e todos os outros acompanham silenciosamente o relato da pessoa. Depois será proposto um diálogo afetivo sob o que foi sentido por cada um. Depois teremos o estágio 1, busca trazer os candidatos a uma preparação emocional para os atendimentos que farão e aprender que não devem misturar seus sentimentos, mesmo que sejam similares, ao dos atendidos. Naquele momento, você deve esquecer o mundo exterior e focar somente na pessoa que precisa de ajuda. No estágio 2, serão apresentados aos candidatos as ligações superficiais que não demonstram aquela carga emocional profunda, mas também é preciso que o candidato entenda que também pode ser que a pessoa esteja estudando o terreno antes de passar para os assuntos profundos. Também deve se dar atenção a ligações mudas ou silenciosas, encorajando a pessoa a procurar ajuda quando achar ser ideal e aprender a finalizar ligações sem ser rude, sugerindo a pessoa que ligue outro dia. No terceiro estágio, será ensinado ao candidato como agir no caso de a pessoa que está ligando estar sob o efeito de drogas e pedir que faça contato em outro momento, mas não demonstrar nenhum sentimento de reprovação. No quarto estágio, será direcionado as “perdas” das pessoas. Deverá ser exercitada a paciência do voluntário, pois a pessoa tende a ser repetitiva. Também nesse estágio é que será tratado a conduta do voluntário em relação a conteúdos sexuais. No último estágio, o 5, trata sobre a forma de se expressar de quem liga.
                Para finalizar, será escolhido o horário de plantão do voluntário e assinado o Termo de Trabalho Voluntário e receberá as chaves do posto. 
               
                Aqui na Ana Maria Braga, no Mais Você, temos uma matéria bem feita sobre o CVV e sua filosofia: 



                Bom pessoal, é com base nesses momentos de capacitação que irão trabalhar os voluntários. E assim trabalha o CVV. Acho que tudo se resume a aceitar, saber escutar, não julgar, entender o próximo e não confundir o problema dos outros com o seus e seus “saberes de mundo”. E você, o que acha do trabalho da CVV? Acha que conseguiria ser voluntário? Concorda ou discorda com a filosofia de não aconselhamento?

                Deixem sua opinião e até mais pessoal! Beijos! 


sábado, 12 de abril de 2014

Prevenção de Suicídio e Abordagem de Rogers - Parte 1

Olá pessoal, como vocês estão? Espero que bem, pois o assunto dessa semana é polêmico e um taboo completo! Pois é, na nossa sociedade evitamos falar sobre qualquer coisa relacionada ao que possa vir a trazer uma discussão séria acalorada e com conceitos muito, muito “ignorantes” sobre certos assuntos. Um deles é o assunto dessa semana, o temido suicídio. Só de ouvir a palavra já sentimos um certo arrepio, né? Quem não conhece/conheceu uma pessoa que tentou ou conseguiu se suicidar? Acho que todos já acompanhamos por esta experiência ruim. No meu caso, além de já ter tido várias pessoas a minha volta que de fato concluíram o objetivo, ainda tive experiências de pessoas que narraram pela internet o seu intento.
Bom, o texto dessa semana não só é sobre o suicídio, mas também como é o trabalho do CVV – Centro de Valorização da Vida. Muitos podem não conhecer sobre o trabalho deste Centro, mas é importante que seja cada vez mais disseminado.
Enfim, vamos começar a resenha dessa semana. O texto vai nos mostrar o suicídio sob três visões diferentes: sociológica, em Durkheim; psicanalítica, com Freud; e humanista, Carl Rogers (que é a teoria adotada pelo CVV). De começo, teremos Durkheim definindo três tipos de suicídio e engavetando separadamente cada um deles. Primeiro, o suicídio egoísta: diz que a pessoa que comente suicídio não está incluída na sociedade e comete o suicídio pensando apenas nela mesma. Por exemplo, quando a pessoa não tem a proteção de ninguém, seja ela família, amigos ou mesmo religião. Algo parecido com isso é o que acontece com Alex, em One Tree Hill.

Alex tem aparentemente a vida perfeita, atriz rica de Hollywood, mas a partir de suas percepção de mundo, ela está completamente sozinha e não existe uma só pessoa na vida dela que se preocupe com o seu bem estar. 


Usarei muitos exemplos da série, não só porque eu fui 9 anos apaixonada por ela, mas porque tiveram muitos debates sobre o assunto.
                
              O próximo tipo para Durkheim seria o suicídio altruísta, que se consiste em morrer pelo bem do próximo, algo como os “homens-bomba” acreditam estar fazendo.

E assim, neste suicídio, o individuo não tem mais vontades, não se reconhece como sujeito de desejos, confunde-se com o todo, com o grupo, com a sociedade à qual pertence, como um animal que preserva sua espécie.
               
             Sim, na nossa cabeça e cultura, nós não entendemos como isso pode ser possível, mas para exemplificar algo bem próximo que possa ficar mais claro: alguém está sendo sofrendo por sua causa, portanto você morre no lugar dela. Bem Hollywood isso, mas acho que fica mais fácil ao entendimento.  
                Bom, e o último tipo para Durkheim, seria o suicídio anônimo: seria basicamente como o primeiro, mas neste caso o suicida culpa a sociedade em que vive por isso. A pessoa está inserida, porém sente que a sociedade lhe agride.

Este é um vídeo clássico de bullying, onde a pessoa narra que ninguém a ama e que a sociedade o despreza, e que não liga para mais ninguém. No minuto 5:01, teremos a parte onde ele afirma que só queria ser amado e logo depois se mata. 


                Teremos também o olhar de Freud, o psicanalítico, no qual teremos como protagonista, a melancolia. Nós usamos frequentemente esta palavra, mas não nos atentamos ao real significado dela, vamos ver?
1) Melancolia significa o estado de tristeza profunda e apatia  sentido continuamente por alguém. (dicionário)
2) Para Freud, a melancolia é um estado emocional semelhante ao processo de luto, mas não há a perda que o caracteriza. A melancolia pode ocorrer sem haver uma causa definida.
E para concluir:
3) No Romantismo, a melancolia era um estado emocional apreciado, pois representava uma experiência que enriquecia a alma.  (Seria basicamente a segunda fase do romantismo, a fase onde o sentimento de morte era muito abordado, a tristeza e descrença dos autores à qualquer coisa no mundo: amores, viagens, estudos, a vida, a religião, a família.)
                Como é para o olhar de Freud que vamos nos atentar, definiremos como a segunda explicação, a nossa agora. O luto, estado que a pessoa se encontra quando perde alguma coisa (e não só uma pessoa) é normal, a pessoa passa a lutar por novos horizontes. Porém, quando isso realmente não acontece, quando a falta que a pessoa sente de alguma coisa, a qual nem sempre sabe qual é, torna-se em estado de melancolia e com isso os sentimentos destrutivos vem à tona, tornando-se forte e trazendo a pessoa aos atos extremos. Por exemplo, uma pessoa que teve todos os seus sonhos esmagados e começa a sentir-se vazia, não conseguindo lutar com essa sensação frustrada, acaba por achar que sua vida não vale à pena.
                E a última visão, porém mais importante para o texto, será a teoria humanista de Carl Rogers. Para Rogers, teremos a teoria da Abordagem Centrada na Pessoa – ACP, que seria a capacidade nata do ser humano de construir suas próprias realizações, mas que no momento suicida se encontra impedido de fazê-la. O mais importante conceito da ACP, seria a Tendência Atualizante, que caracteriza-se pelo impedimento do individuo de visualizar as possibilidades de vida e caminha contra esta. 
          A capacidade do ser humano é definida de três formas por Rogers: a Autodeterminação, a Autorrealização e a Percepção da Realidade Objetiva: a primeira se caracteriza pela busca da independência, a segunda pela capacidade do ser humano de usar da autodeterminação para suprir suas necessidades e conquistar sua auto-estima, e a terceira é o que vivemos dizendo “o que é ruim pra você, pode não ser para outra pessoa e vice versa”, seria basicamente isso, cada pessoa tem subjetivamente (subjetivo é o inverso de objetivo, não é como se apresenta, mas sim como se é sentido) uma percepção de algo e não é generalizada.
                Quando você está crescendo, você muitas vezes se apega na visão de mundo das pessoas mais próximas e você, e com isso vai formando seu Autoconceito, porém com o tempo e com a vida, a pessoa vai se modificando um pouco, e formando novos conceitos. O suicida basicamente tem medo da mudança, e acha que tudo que não se encaixa na sua maneira de se ver, é de alguma forma ameaçadora e tornará a pessoa mais propensa a sensações destrutivas levando a pessoa ao extremo de não se reconhecer mais e dar um fim a própria vida, isto seria a Incongruência de Rogers. E é também com esse conceito que os voluntários do CVV vão trabalhar.
                Na sua teoria da ACP, deve haver um agente facilitador que trabalhará com três Condições: Compreensão Empática, Considerações Positivas Incondicionais e Congruência. Na primeira fase, o facilitador deve se despir de qualquer pré-conceito e empaticamente (empatia é, mais ou menos, tentar se colocar no lugar do outro e sentir o que ele está sentindo) tentar se relacionar com as experiências do outro. Na segunda fase, o facilitador vai de encontro com o sentimento do suicida em querer ser amado e aceito (quem nunca?), sendo assim, ajudando a pessoa a ver dentro de si mesma, possibilidades para aceitação. E na última fase, o facilitador deve mostrar que naquela conversa lideram a sinceridade e transparência, passando confiança à pessoa em crise.  Nessas fases é que trabalharam os voluntários da CVV, mas isso é assunto para outro post.
                Bom pessoal, o que vocês acharam das teorias? Particularmente eu acho que as três visões se ligam em certo ponto, mas que a de Rogers seria a mais abrangente. Não sei, mas acho que ninguém é todo mundo, entendem? É complicado generalizar, por isso, acho que se você individualizar cada caso, você consegue mais sucesso em ajudar alguém. Isso é opinião minha, claro. Mas e vocês? Concordam com algumas dessas teorias? Caso você já tenha vivido essa situação, alguma teoria chegou se aproximou de você? Deixa aí pra gente saber!
                Acho importante divulgar os números do CVV para alguém que por acaso caia aqui através de sites de buscas e se encontra sem respostas, ligue para o Centro: 141. Três dígitos e você poderá conversar com alguém. Aqui vai uma lista caso você queira falar com alguém da sua região: http://www.cvv.org.br/site/pdfs/postos_cvv_24h.pdf
Deixo também um vídeo final sobre o trabalho do CVV. (Importante: são cenas de série e pode ou não configurar a verdade.)
Neste vídeo, Haley se voluntaria ao CVV e atende uma menina que está tendo um momento muito ruim e precisa de alguém para conversar. Haley tenta conversar com ela e fazer com que ela perceba a vida e suas adversidades.  



VENTURELA, P. D., Prevenção de Suicídio: Um relato da capacitação dos voluntários do centro de valorização da vida (CVV) no Município de Porto Alegre. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2011, Rio Grande do Sul. 

Obs²: Todos os vídeos são em inglês, mas embaixo eu explico rapidamente o que está acontecendo no vídeo, sem transcrever todos os diálogos. 

É uma assunto que deve ser falado e: , porque é necessário! Beijo pessoal.