Olá pessoal,
como estão nesse final de domingo? Essa semana foi menor, acho que estamos mais
felizes, né? Hahaha.
Bom gente, o
texto escolhido pelo meu professor para ser trabalhado essa semana é sobre
Transtorno Bipolar. Você já conheceu pessoas que tem picos de alegria exagerada
e depressão profunda logo após, sem qualquer motivo aparente para ambos? Pois
se você se identificou ou identificou alguém, é bom ficar de olho nessa
postagem.
O texto é
realmente bem explicativo e fácil (amém), além de curto (amém ao quadrado).
Hahaha, com tanta coisa na faculdade ao mesmo tempo, eu fico muito feliz quando
acho algum texto simples e pequeno! Então vale a pena dar uma lidinha nele,
mesmo que você esteja acompanhando o que eu estou dizendo aqui neste humilde
blog. O texto é escrito como um estudo de caso de uma enfermeira que acompanhou
uma senhora de 61 anos, bipolar diagnosticada, em seu estágio. Trata das
situações que passou com a paciente. Mas, primeira de tudo, vamos explicar aqui
o que é o Transtorno Bipolar.
Transtorno
Bipolar, antigamente chamado de Psicose Maníaco-Depressivo, é um transtorno
mental que altera o humor, com várias apresentações de picos e mudanças, sendo
elas: depressiva, euforia ou misto. A fase depressiva é caracterizada por
melancolia, dificuldade de concentração, baixa auto-estima, pensamentos
pessimistas, pensa em suicídio, perda de apetite, emagrecimento e diminuição da
libido (que seria basicamente o que impulsiona a nossa vontade de viver e até
refere-se ao sentimento sexual, quanto maior a libido, maior apetite sexual).
Já a fase de euforia é apresentada como euforia extrema, planos grandiosos (a
pessoa se sente como um super herói), tem vontade de fuga, gastança, vontade de
fazer coisas inadequadas para as situações e pode recorrer a violência para com
aqueles que o tenta parar. A fase mista envolve os dois, porém aparenta uma ‘normalidade’.
A pessoa
bipolar tem muita dificuldade de aceitação na sociedade, sendo chamada de ‘louca’
em diversas situações por pessoas que ela se importa muito. É importante que
nós demonstremos apoio e aceitação para a pessoa com tal distúrbio. Imagina você
passar por situações como essa, porém LÚCIDO, e ouvir esse tipo de coisa sem
que você possa evitar e se controlar? É meus caros, transtornos são difíceis de
lidar, muitas vezes falta paciência, mas lembre-se que você que está em volta não
é quem mais está sofrendo.
Bom, a
enfermeira do estudo nos mostra como ela lidou com a senhora que estava
cuidando e com o sucesso ou falha que teve, quem sabe não podemos nos espelhar
nela para cuidar de alguém bipolar? Em primeiro lugar, ela teve de lidar com a
fase depressiva da paciente. Nesse pico, ela nos mostra como teve que forçar
atitudes em algumas situações.
“As medidas terapêuticas que utilizei neste período foram principalmente, silêncio terapêutico, apoio, verbalização de interesse e aceitação, clarificação, repetição das últimas palavras ditas pela paciente.”
Silêncio
terapêutico era aceitar quando a paciente realmente não queria falar; apoiava a
paciente quando se sentia rejeitada ou com baixa auto-estima; verbalizava seu
interesse na paciente, que realmente se importava com ela; demonstrava aceitar
a paciente com seu transtorno, respeitava as vontades da paciente; clarificação
seria o tempo para quando a enfermeira precisava de que fosse explicado melhor
a situação da senhora, quando não entendia direito o que estava sendo passado;
e repetia as ultimas palavras da paciente para que ela não se perdesse e nem
tentasse mudar de assunto ou calar-se. Com essas medidas, a enfermeira
conseguiu estabelecer uma relação afetiva com a paciente, passar confiança à
ela.
Já
na fase maníaca, ou de euforia, a enfermeira precisa adotar novas táticas:
“Nesta fase utilizei técnicas de imposição de limites, clarificação, ouvir reflexivamente, dizer "não", durante minha interação com a paciente, direcionando a conversa e tornando o discurso coerente.”
Bom,
já é bem auto-explicativa essas medidas da enfermeira, ela precisa impor
limites para as ideias de fuga da paciente, quando achava que tinha super
poderes, precisava interromper a senhora para entender o que ela dizia, pois o
discurso era confuso, fica misturando assuntos, e ouvia sempre a paciente, dava
atenção, se importava.
E
foi assim que ela acompanhou a paciente durante seu tempo juntas. O tratamento
era por medicamentos fortíssimos e procedimentos próprios para a situação. Mas
esse é só um exemplo de uma estudante de enfermagem que está sendo formada para
tratar deste tipo de situação. Entretanto, nós, leigos, faríamos o que? Se a própria
enfermeira narra falta de paciência e desespero em algumas situações, como nós,
não sentiríamos? Acho que são sentimentos normais, porém que devem ser domados
quando precisamos enfrentar um caso destes.
Meu
conselho aqui nessa postagem é que se você conhece uma pessoa que apresente
estas características, o que de melhor você pode fazer por ela é ajudar a
encontrar apoio profissional e prover um tratamento para ela. Pessoas com o
Transtorno Bipolar precisam ser tratadas, não é uma coisa que a pessoa levanta
e segue a vida, NÃO É. Acho importante as pessoas começarem a olhar a sua volta
e prestar atenção no próximo, quem sabe neste momento altruísta você não pode
acabar salvando alguém de uma vida complicada? Eu sei que eu tentaria ajudar com apoio profissional e além disso,
quando precisasse, aplicaria as técnicas que foram usadas pela enfermeira.
Além
de tudo isso pessoal, não é nada legal jogar uma pessoa em um hospital psiquiátrico
e pensar que agora o problema está resolvido. NÃO. Você precisa demonstrar
apoio, dar segurança para que a pessoa tenha mais chances de viver uma vida
normal. Tenha consciência que o ser humano não é uma bolha, vivemos em
sociedade e precisamos cuidar um dos outros. O mundo tá feio e cabe a cada um
cuidar do outro para que possamos estabelecer uma sociedade fraterna e
harmoniosa. Portanto, menos preconceito, menos ‘nojo’, menos umbigo e vamos viver
uma vida sadia e fraterna, ok?
Bom,
esse é meu post e minha opinião. Espero que vocês gostem. E como sempre, vou
deixar dois vídeos para exemplificar esta postagem. Aproveitem! J
VÍDEO 1 – Uma música da Katy
Perry, chamada Hot N’ Cold. Ela faz uma brincadeira na música, mas acho que ela
não percebe que na verdade o namorado dela pode ser mesmo bipolar. Brincadeiras
à parte, acho que o que NÃO devemos fazer ou falar com/sobre uma pessoa que
apresenta este transtorno é exatamente o que ela canta na música. Não sigam seu
exemplo, por favor.
O texto você encontra aqui.
Beijinhos pessoal, e até semana
que vem! <3
Nenhum comentário:
Postar um comentário