sábado, 17 de maio de 2014

Método de Instrução Personalizada - Parte 1

Olá pessoal!  Quanto tempo! É, semana passada eu estive atarefada até o pescoço porque se formar não ta fácil pra ninguém, né? E por causa disso eu preciso pegar trocentas matérias que escolhem dar prova todas no mesmo dia, inclusive perdi meu aniversário por conta de duas provas, uma no horário da manhã e outra no último horário da noite, tá complicado! Hehehe
Bom, mas estamos de volta a programação normal (na medida do possível das 24 horas de um dia) e eu venho atualizar vocês com os meus novos conhecimentos em Psicologia! Fazendo um comentário que não tem muito a ver com o que eu vou falar hoje, só a título de curiosidade. Vocês lembram da Teoria Humanista de Carl Rogers que eu falei sobre com vocês (se não, clique aqui), então, eu fui a uma psicóloga nova essa semana e me peguei analisando ela, acreditam? Cada coisa que eu falava com ela e ela me respondia com “e o que você pensou em fazer?” e “como você se sente quanto a isso?”, eu rapidamente entendi que ela seguia a linha Humanista. Ou seja, eu já sei como serei analisada durante o meu tratamento. Realmente pessoal, não sei se isso é bom ou ruim...
Enfim, vamos ao que interessa: quem não está cansado do mesmo método de ensino pré-histórico que recebemos desde a época de nossos pais ou avós? Acho que esse assunto é discutido em larga escala através do mundo. Mas então, que solução teríamos? Como fazer diferente? E é exatamente essas respostas que são respondidas no texto dessa semana: Método de Instrução Personalizada. Hãn? O que é isso? Da onde vem? Você não precisa esperar o Globo Repórter para te responder, porque vocês têm a MIM! HÁ. Hehehe
O Método de Instrução Personalizada consiste em entender que o aluno é um ser individual e que deve ser tratado como tal. E para que isso aconteça, devemos mudar nosso modelo de ensino. Quem nunca se sentiu mal por pensar que está atrás de todo mundo em uma matéria? Só sei que eu já, várias vezes. Considerando esse sentimento, este método concentra em avaliar cada aluno conforme ele consegue avançar, em seu tempo. No texto, diz que este método foi introduzido na UnB desde 1964, ou perto disso, e obteve êxito, primeiro em Psicologia e depois nos Departamentos de Exatas.
O ideal desde método é tentar nivelar a quantidade de Educadores com a quantidade de Alunos, o que seria inviável por termos econômicos, já que sabemos que no Brasil é necessário economizar na educação para poder gastar com político corrupto (Vish, polêmico). Então, como solução, Monitores e Mestrandos! Porque não? É mais barato e funciona! Estes monitores serão quem corrigirão seus testes (feitos quando você achar que está pronto. Bem melhor, né?), os Mestrandos ou Doutorandos serão seus Instrutores e o Professor ficará como instância mais alta para consulta e também organização da matéria. No meu entendimento, este método é mais acessível, pois você terá sempre alguém para consultar, sendo que só o professor para um número enorme de alunos, pode não ter tempo hábil para atender todos.
No meu curso, Letras, não tem muito disso não (acho que Letras é tão irracionalmente tradicional que não pensam em como se melhorar)... Claro, temos monitores e mestrandos nos acompanhando nas matérias. Mas aí é que eu vejo furos, furos grandes que esta Teoria deixou.
Primeiro deles: professor que deixa as coisas para os mestrandos e monitores será, com certeza, chamado “carinhosamente” de Picareta nas avaliações.
Segundo: mestrandos e seus egos. Sim, no meu curso, cada vez que um mestrando entra na sala, o seu ego chega entala na porta, e todos ficam sufocados. Ele logo assume que é muito mais inteligente que nós, meros mortais, e que devemos honrá-lo com “HEIL MESTRANDO”. Sei que parece exagero, mas acredite, não é. Cada vez que eles abrem a boca é de alguma forma para humilhar os graduandos burrões. E ninguém, ninguém mesmo, vai atrás deles para consulta. E se você sabe que um professor picareta usa mestrando nas aulas, você já logo foge da matéria e procura outro professor melhor avaliado.
E por último: os monitores de Letras, os impossíveis monitores de Letras. Nunca aparecem, contato impossível, sempre muito atarefados e inacessíveis até não poder mais. São intangíveis em todas as esferas.  
No meu curso, o método personalizado não funciona. O que funciona mesmo é o professor sentar na cadeira durante 1h50 minutos e analisar o texto que foi mandado ler. Aí sim nós aprendemos, apesar de ser muito chato. Mas fazer o que? Os professores não souberam “treinar” seus ajudantes para que fosse realmente compensador tê-los. Pelo que li no texto dessa semana, o mesmo não aconteceu nas matérias que foram introduzidos este método personalizado, obteve-se êxito em quase todos os semestres e melhorias na educação.
Meu exemplo mais claro de que este método pode funcionar, é pelo meu namorado. Ele é formado em Engenharia de Redes e durante sua graduação ele pôde usufruir, em muitas matérias, deste método. Presença não era obrigatória, testes podiam ser refeitos quando ele precisasse, seus monitores e mestrandos sempre eram de fácil acesso, e o ajudavam muito. Além disso, a cada teste que ele realizava com sucesso, eu conseguia ver nele a sua satisfação, e caso falhasse, se esforçava novamente. Sempre reforçado a continuar e obtendo êxito nas conquistas. Não é a toa que hoje é um dos melhores profissionais da área dele e não, não estou puxando saco, ele ouviu isso de muitos EMPREGADORES. (Mas sim, morro de orgulho ^^)
Minha restrição quanto ao texto fica exatamente quanto a minha experiência pessoal e aos furos que podem gerar se o Método for introduzido de maneira defasada, deixando margem para muitos “e se”.  E você, estuda em uma Universidade ou Escola que tem este método como modelo? Me conta a sua experiência! Tenho duas imagens completamente diferentes e queria saber o que predomina! Hehehehe
Por esse post é só, pessoal. Ainda hoje volto com a segunda parte deste texto que vai tratar sobre a Teoria do Reforço e as conclusões do pesquisador. Porém, vou dar mais atenção aos métodos de ensino aplicados pelo mundo afora e que deram certo, como a Escola da Ponte, em Portugal e Summerhill, na Inglaterra. Vocês vão se surpreender com o que essas escolas implantaram!

Vou deixar vocês com um resuminho da Wikipedia sobre Aprendizagem Personalizada: http://pt.wikipedia.org/wiki/Aprendizagem_personalizada e óbvio, um gostinho de como será conhecer Summerhill (como aluna de licenciatura, essa escola enche meus olhos): 

Beijos e até já já. 

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