terça-feira, 20 de maio de 2014

Droga e Tolerância.

Olá pessoal, tudo bem? Pois é, é um fato inédito eu postar um texto no meio da semana, mas o que aconteceu é que a interlocutora que vos fala, fica meio tapada no meio do semestre e pulou um dos textos que eu deveria apresentar a vocês. (DUR!)
Como medida para reparar meu erro, e com muita compreensão das vozes superiores, venho apresentar um texto interessantíssimo sobre drogas e abstinência. Você aí que ta pensando que não vai ser interessante ler meu post, saiba que eu não vou falar somente sobre vício, então se você é universitário da cachaça e curte umas festinhas dos cursos, fica de olho porque pode ser interessante para evitar a vergonha no próximo happy hour.
Bom, primeiro fato muito interessante do texto: a questão da tolerância. Todos nós achamos que nossa tolerância vem simplesmente do fato do uso contínuo, por exemplo: “eu bebo um engradado de cerveja todo final de semana com os meus amigos e fico de boa”. Sim, de fato você fica. Agora pega aquela quantidade de cerveja que você bebe no bar com os seus amigos, dividi certinho quantos litros você bebe e vai lá entornar sozinho em casa vendo TV. O que aconteceu? Você ficou bêbado muito mais rápido, bebeu menos e vomitou mais. Sabe o porquê disso? A tolerância não acontece só porque o teu corpo é capaz de ingerir mais bebida alcoólica, acontece também por efeitos exteriores. “Especificidade da situação de tolerância” é um nome muito grande para descrever que seu psicológico manda informações diferentes diante da situação em que ele se encontra quando você bebe. Você bebe com teus amigos, ok, você está condicionado para aquela situação, você bebe sozinho, teu organismo estranha e bye bye tolerância. Get it? Achei ótimo saber disso, agora eu entendo porque a mesma bebida tem diferentes efeitos em mim.
Também vamos nos deparar com a situação do costume de tal bebida: você que toma café todo dia, já nem fica mais sem dormir, na maioria das vezes. E quem nunca? Parece que viu pássaro verde de tão elétrico que fica. É ou não é? E aquele que toma só cervejinha quando se mete com um whisky 25.000 anos? (leve exagero, não sei os anos em que os whiskys se distribuem.)
“Especificidade da situação da tolerância tem sido demonstrada em estudos que envolvem o pareamento explícito de uma pista com um efeito da droga, bem como estudos utilizando modelos que dependem da história de condicionamento extra-experimental dos participantes das pesquisas. Estudantes universitários exibem maior tolerância aos efeitos tóxicos do álcool quando o álcool é consumido na presença das pistas habituais de consumo de álcool, uma bebida com sabor de cerveja do que se a mesma quantidade de álcool consumido em uma bebida com sabor de hortelã.”
Entenderam bem a questão das pistas habituais x tolerância? Tão sabendo legal como se controlar no próximo “esquente”?
Nessa questão da tolerância, também tem um fator curioso: quando você administra a sua própria droga, nas doses que você está acostumado, obviamente você se controla melhor. Mas e quando a dose já é pré-determinada por outra pessoa? Olá open bar. Ninguém “sobrevive”.
Então, vamos ficar ligadinho nessa questão de bebida, porque eu, particularmente, acho que não tem nada pior que uma linda ressaca moral no dia seguinte daquela festa. E com experiências, os cientistas nos mostraram que é possível controlar nossos efeitos e também através de saber como a droga funciona, como evitá-la. Para os viciados de plantão, ajuda é o melhor remédio e manter-se longe das pistas habituais também. Quando você for forte o bastante para encarar as situações que normalmente te levariam ao buraco, aí você pode viver confortável nesses ambientes de novo.
Desculpem galera, mas hoje eu realmente não consegui pensar em nenhum vídeo para ilustrar esse assunto da forma como deveria, o máximo que eu poderia achar são umas overdoses na TV, mas não é o mesmo, né? Acho que quem bebe, conseguiu entender este post direitinho, pois COM CERTEZA se relacionou com alguma situação de cachaçada.
Então gente, é isso!  Beijo, beijo e até semana que vem que agora eu preciso correr pra outra aula! Oh Céus. Fui!

O texto você encontra aqui

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